" Vou-te contar uma coisa. É mesmo importante só tu é que podes saber. Tenho isto aqui atravessado e preciso mesmo desabafar contigo. " E sem saberes como nem porquê, ficas com uma bomba ou uma prenda nas mãos. Os segredos ocupam mais espaço do que o pensamento. Assemelham-se a balões cheios que podem rebentar com um movimento brusco. E enquanto estão cheios, não libertam espaço para os outros processos do nosso discurso interno. Porque tudo passa a girar à volta desse frágil balão. Com o passar do tempo os segredos perdem a tonicidade, o balão murcha e o ar acaba inevitavelmente por sair. Sem o esplendor do balão cheio quando esvazia e recheado de nada quando o seu ar já se esgotou. Nas famílias, organizações ou em qualquer grupo de pessoas que convivem regularmente, o segredo segmenta. Separa os bons dos maus, os informados dos ignorantes, os mais dos menos. Há pessoas que adoram segredos. De tal forma que quando eles não existem, cultivam-nos. Acarinham-nos e...
Podes aprender a piratear o teu próprio cérebro. Porque se não o fizeres, alguém o fará por ti.